segunda-feira, 24 de maio de 2010

Paganismo no nosso cotidiano...






No passado, quando as pessoas viviam em conjunto com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares tinham um profundo impacto em cerimônias religiosas. A lua era vista como um símbolo divino, por isso as cerimônias de adoração, magias e celebrações eram feitas sob sua luz. A chegada do inverno, as primeiras atividades da primavera, o quente verão e a entrada do outono também eram marcados por rituais.
Esses rituais têm por objetivo sincronizar a nossa energia com as estações do ano, ou seja, com os ciclos do planeta Terra e do Universo. Quatro desses dias são determinados pelos solstícios e equinócios, que são o início astronômico das estações do ano. Muitas datas das comemorações pagãs coincidem com as das cristãs. Entretanto, o paganismo é muito anterior ao cristianismo; ou seja, foram os cristãos que integraram elementos da cultura pagã e adequaram-nos às suas tradições, depois perseguindo e condenando os praticantes de rituais pagãos, exterminando, quase que completamente, sua cultura.
A igreja apropriou-se de certos elementos da cultura pagã para facilitar a penetração da religião cristã em algumas sociedades fechadas. Foi apenas uma questão de estratégia de aproximação, resultando no passado num sincretismo religioso. A partir do século IV, o cristianismo tornou-se religião oficial em Roma. Apesar disto, muitos continuaram fiéis aos seus Deuses e Deusas. A partir desta época todo aquele que não fosse cristão era considerado “pagão”. A transição da Antiga Religião Pagã para a Religião Cristã, aconteceu durante um longo período. Nenhum pagão se tornou cristão do dia para a noite. Os aristocratas foram menos resistentes, porque percebiam o poder da nova crença, mas os habitantes dos campos (paganus), recusaram-se a aceitar a nova fé. Os sacerdotes do cristianismo passaram, então, a adaptar as festas pagãs. Alguns templos pagãos, pouco a pouco, foram usados pela Igreja. A Igreja Cristã foi-se tornando uma poderosa instituição. Tudo que ela não podia destruir da Antiga Religião, adaptava, transformando crenças pagãs em cristãs.

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