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O filme Avatar, de James Cameron, é um fascinante sucesso nos cinemas. E é certo que o ponto central desse filme é focado para a religião e forte comunicação que o povo Na´vii de Pandora possui com uma árvore, Eywa, a Grande Mãe (princípio Wicca), que representa a natureza do planeta, comungando com espíritos não são apenas aceitáveis, mas atraentes. Avatar é também marcadamente panteísta e essencialmente evangelho, segundo James Cameron.
Esse tema panteísta, que iguala Deus às forças e leis do Universo, é apresentado claramente pelos heróis e heroínas do filme: todos adoram Eywa, a deusa “Mãe de Tudo”, que é descrita como “uma rede de energia” que “flui através de todas as coisas viventes”.
Sobretudo, o filme é repleto de magia ritualística, comunhão com espíritos, xamanismo, rituais que lembram os africanos, inclusive, as próprias vestimentas do povo lembram os povos africanos, e são chefiados por um xamã espiritual que “ouve e interpreta a vontade de Eywa”, recebendo seus espíritos. Além de que a maneira com que eles invocam Eywa lembra os cantos gregorianos, mas permanecem sentados na posição de lótus (derivado do hindu). O próprio nome do planeta, Pandora, a primeira mulher criada por Zeus, filha de Athena e Hefesto.
A mensagem é muito clara: Estamos a caminho de uma religião única. Uma forma particular de cada indivíduo entrar em contato com sua espiritualidade, pois cada um faz parte de um todo – a natureza - que é a grande manifestação de uma energia que rege as nossas vidas.
Além disso, a platéia é levada a simpatizar com o Avatar e termina torcendo por ele, quando é iniciado nos rituais povo. No final, até mesmo a cientista-chefe, que, desde o início simpatiza com o povo de Pandora, proclama que está “com Eywa, ela é real” e que ficará com Eywa após sua morte (no filme, a histórica guerra entre ciência e religião, a ciência é convencida).
“Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra,
que significa “descida”, ou, “aquele que descende de Deus”, normalmente denotando uma encarnação de um Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.
Muitos não-hindus, por extensão, usam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões.”
Avatar sempre morreu. São pessoas que nascem como encarnações de deuses. A primeira concepção de Avatar vem primariamente dos textos Hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar – ou encarnação – de Vishnu, a quem muitos Hindus adoravam como um Deus.
Essa palavra Avatar se tornou popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua “personalização” no interior das máquinas e telas de computador.